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Preço dos imóveis em Portugal segue baixo. Oportunidade para aquisições.

 

 

O preço dos imóveis em Portugal continua baixo, sendo uma excelente oportunidade para aquisições neste país.

Entrevista à jornalista Marta Marques Silva publicada no "Económico".

Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, diz que é difícil descobrir critérios que justifiquem a correcção do preço das casas que estejam directamente relacionados com o mercado imobiliário e com o valor real dos imóveis.

Quais os critérios utilizados pelos bancos que mais pressionam a desvalorização das casas?
A avaliação que os bancos mandam fazer aos imóveis que pedem crédito para aquisição de habitação tem coincidido com os interesses dos bancos em cada momento. Quando os bancos apostavam no crédito para a habitação, as avaliações eram feitas em alta, facilitando a concessão de crédito. Agora que a banca já não quer conceder tanto crédito, as avaliações são feitas em baixa, dificultando o acesso ao crédito. Este é um dos traços dominantes nesta questão das avaliações de imóveis pelos bancos. É difícil descobrir critérios que estejam directamente relacionados com o mercado imobiliário e com o valor real dos imóveis.

Esta correcção é saudável?
Para o sector da construção e do imobiliário isto não é saudável. Além de distorcer a realidade. Seja na hipervalorização, quando ela ocorreu, seja agora na desvalorização forçada.

Por norma, as casas são vendidas abaixo do preço da avaliação bancária?
No tempo da hipervalorização foi assim e, de tal forma, que o crédito então concedido dava para pagar a casa, para a mobilar e para comprar um carro novo. Agora é o contrário: as casas são avaliadas por valores inferiores aos que são praticados.

Lisboa e Algarve são as zonas mais pressionadas. Porquê?
São zonas geográficas onde a oferta é maior. Lisboa, com relevo para os concelhos periféricos, tem muita oferta nascida num quadro de mais fácil acesso ao crédito para a qual a procura existente começou a ter dificuldades acrescidas junto das instituições financeiras. O Algarve ressente-se, em especial, das dificuldades sentidas por muitos promotores estrangeiros que deixaram alguns empreendimentos em fases criticas. Tudo isto contribui para pressionar e distorcer o mercado.

Em contrapartida, as regiões autónomas parecem estar em contraciclo e registam valorizações do imobiliário. Como se justifica?
O valor da construção nas regiões autónomas sempre foi mais elevado. Há um custo real de insularidade nesse aumento. O preço de construção por metro quadrado é muito mais elevado. Acresce que o terreno, nas ilhas, é sempre muito escasso e como tal mais precioso. Não esquecendo também as limitações que o urbanismo de cidades insulares como as nossas colocam, nomeadamente em matéria de volumetria. Tudo isto faz com que, comparativamente, uma casa na Madeira ou nos Açores seja mais cara do que uma casa idêntica no Continente. Não julgo que seja um contraciclo.
Em termos globais o preço das moradias sofreu poucas oscilações nos últimos três anos enquanto os apartamentos sofreram fortes desvalorizações.

Porquê?
Em termos globais, que não se aplica a 100%, podemos dizer que a menor oferta de moradias, comparativamente com a oferta de apartamentos, explica essa realidade. Embora julgue que a expressão fortes desvalorizações possa não corresponder com rigor à realidade. Há desvalorização mas não é tão forte assim.

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