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Aumenta o número de naturalizações e residências legais em Portugal mesmo com a crise

 

 

A população estrangeira a residir em Portugal aumentou: em 2009 existiam 457 mil imigrantes registados em Portugal, contra os 443 mil registados em 2008. Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que traça um perfil das tendências migratórias nos países membros da organização frisa que, "apesar da difícil situação económica em Portugal, os fluxos de migração foram ligeiramente mais altos em 2009 que em 2008". Só no ano de 2009 chegaram ao país 34 mil estrangeiros, mais 2 mil que no ano anterior.

Os brasileiros continuam a ser a maior comunidade imigrante em Portugal - representam 26% do total da população estrangeira com uma autorização de residência válida - seguidos dos ucranianos (12%) e dos cabo-verdianos (11%).

O número de naturalizações também não tem parado de subir. Em 2009 os pedidos para obter a nacionalidade portuguesa atingiram um número sete vezes maior que em 2006. Mais de 25 mil imigrantes (25 500) passaram a ter a nacionalidade portuguesa no documento de identificação. Os imigrantes originários dos PALOP são o grupo que mais naturalizações obteve - em particular as pessoas originárias de Cabo Verde, Guiné-Bissau e Angola -, seguidos dos que nasceram no Brasil (15%).

O documento explica os números pelo tempo de residência em Portugal e pelas facilidades na compreensão da língua: "Estas comunidades vivem há mais tempo em Portugal (e por isso estão em melhores condições para satisfazer os seis anos de residência legal) e também cumprem automaticamente as exigências da língua portuguesa." No entanto, os pedidos de naturalizações por grupos cuja língua nativa é mais distante do português também têm aumentado, como é o caso de moldavos (11%), ucranianos (4%) e indianos (outros 4%).

O relatório assinala ainda a emergência dos estrangeiros provenientes dos países do Leste europeu, mas também da China, entre as novas comunidades residentes no país.

O retrato das tendências migratórias em Portugal foi feito com base em autorizações de residência e nos vistos de longa duração.

É no campo dos pedidos de asilo que Portugal surge em pior posição na lista dos países da OCDE: está entre os países que "recebem um número mais baixo de pedidos de asilo". Em 2009 foram apenas 139, menos 22 do que os pedidos recebidos em 2008 (161).

Emigrantes O mesmo relatório apresentado ontem em Bruxelas mostra que Portugal faz parte do grupo de países com "um grande número de trabalhadores enviados" para outros países, sobretudo o Luxemburgo e a Suíça. Portugal surge à frente da França e da Bélgica e está no primeiro lugar entre os países de origem dos imigrantes do Luxemburgo - os portugueses representam mais de 25% dos estrangeiros que deram entrada naquele país em 2009. Maioria dos portugueses que emigram trabalham no sector da construção (cerca de metade).

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